“Sedentarios” – Eduardo Query

Convite Eduardo Query-03

SEDENTARIOS

Eduardo Query

19 Junho a 6 Setembro de 2021

 

A Galeria SETE tem o prazer de convidar V. Exa para a abertura da exposição “Sedentarios de Eduardo Query, que terá lugar no dia 19 de Junho pelas 16h00. A exposição estará patente até dia 6 de Setembro 2021.

SEDENTARIOS

“Esta série de obras intitulada “Sedentarios”, tem sido desenvolvida pelo artista espanhol nos últimos anos; são obras criadas a partir do conceito de “sedentarismo” como desejo de oposição à aceleração e permanente movimento do mundo contemporâneo. Procura representar espaços habitáveis, “lugares para estar”, “lugares para se encontrar”, ou sugerir lugares utópicos em que haja uma harmonia com a envolvente natural, na maioria das vezes orlas marítimas. Assim, o artista imagina paisagens relaxantes, como abrigos ou escapes que protegem ou fogem da voracidade de um mundo globalizado, citadino ou caótico para recriarem um universo paradisíaco, quase objecto de desejo pela sensação reconfortante de encontro com um tempo que passa devagar. Nestas obras são recriados lugares sedentários e tranquilos que assumem um aspecto nómada e mutante, que evocam nostalgicamente um primordial metabolismo homem/natureza.

A repetição do tema da "cabana à beira mar" ao longo de toda a exposição, funciona como um "lema" que norteia (e reforça) a ideia de liberdade. Essa repetição é quase uma chave de acesso, uma palavra passe para um processo meditativo. Este tema, de algum modo, traz a questão de "pensar na minha vida" (ou "de como viver a minha vida como individuo único") do abstracto para o concreto da nossa experiência pessoal, pois todos já procurámos a beira mar e a ilusão da vida simples e contemplativa para retemperar forças, decidir o nosso caminho em encruzilhadas, reflectir e para o encontro connosco mesmos.

Nesta série de trabalhos, a técnica da colagem é utilizada como estratégia de representação, descontextualizando os materiais e investigando formas simples e directas para canalizar a plasticidade dos diversos materiais utilizados, extrapolando o espectador para a abstracção, libertando-o para que voe na imaginação e descubra as sugestões entre o que está na obra e as emoções que ela lhe induz.”