João Jacinto – Eu gosto de jardins transparentes

Paula Rego, Devoção, HC 5-10, não datata 2007, 70x89cm, litografia BD
Paula Rego – Devoção
João Jacinto, Sem Título, 2020-2022, 200x155 cm, óleo e cinza sobre tela
João Jacinto – Sem Título G7#127
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João Jacinto – Eu gosto de jardins transparentes

Convite_Eu gosto de jardins transparentes

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Eu gosto de jardins transparentes

João Jacinto

7 de maio a 11 de junho de 2022

 

Esta exposição integra-se na programação convergente da Anozero’21-22 Bienal de Arte Contemporânea de Coimbra – Meia Noite.

No âmbito desta exposição, será editado um livro homónimo com a chancela “Documenta”, que registará obras da série apresentada pelo autor, com resenha crítica de Bernardo Pinto de Almeida.

A propósito do conjuntos de desenhos apresentados e do seu autor pode ler-se na folha de sala da Galeria: “A obra de João Jacinto corre o mais profundo ritmo da vida com uma agilidade no fazer e no acontecer que não tem tempo para se submeter ao pormenor perfeito, ao acanhamento, ao acabamento minucioso ou à censura. Deixa surgir e dinamiza os seus variados temas num contraponto do íntimo com o impessoal, da realidade com sua transfiguração sucessiva, não agindo como quem olha distanciadamente o mundo como um espectáculo que quer representar mas antes como sendo um local de fusão consigo, da matéria com os seus gestos íntimos, resultando o seu trabalho numa miríade de registos e impressões, que faz como desfaz, quer no desenho quer na pintura.

Ora isso só pode acontecer sem cálculo, para lá de antecipar qualquer imediatismo simplista ou conformado por preconceitos morais ou leituras ilustrativas e redutoras que nos determinam e tendem a accionar um qualquer mecanismo de instinto de sobrevivência (que na actualidade, perante a menor estranheza, tende a ser afinado por um mínimo denominador social comum de exigência criativa e crítica); é nossa obrigação revolucionária colectiva (do artista, galerista, coleccionador e outros agentes - sem excluir o espectador) praticar essa autêntica exigência de liberdade, onde toda a acção artística (ou expositiva) seja um exercício libertador, contra o que quer que seja que a domine.

Porquê a existência do contemporâneo senão para afirmar permanentemente a exigência de uma liberdade nunca suficientemente conquistada, sem temor da possibilidade sistemática da “mise en question” de qualquer assunto?