Gil Maia
30 Novembro, 2015
Hilário Bravo
30 Novembro, 2015
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Graça Pereira Coutinho

30 Novembro, 2015

Graça Pereira Coutinho – Mundo I

Artista: Graça Pereira Coutinho Titulo: Mundo I Dimensões: 88x117,5cm Data: 2007 Técnica: fotografia sobre papel
30 Novembro, 2015

Graça Pereira Coutinho – Mundo II

Artista: Graça Pereira Coutinho Título: Mundo II Dimensões: 88x117,5cm Data: 2007 Técnica: fotografia sobre papel
30 Novembro, 2015

Graça Pereira Coutinho – Quinta das Lágrimas #2

Artista: Graça Pereira Coutinho Título: Quinta das Lágrimas #2 Dimensões: 50x70cm Data: 2008 Técnica:  mista sobre papel
30 Novembro, 2015

Graça Pereira Coutinho – Quinta das Lágrimas #3

Artista: Graça Pereira Coutinho Título: Quinta das Lágrimas #3 Dimensões: 50x70cm Data: 2008 Técnica: mista sobre papel

SOBRE:

Nasceu em Lisboa, em 1949.
Durante a pré-adolescência, a figura do avô paterno, piloto da aviação portuguesa, foi importante na formação de uma imaginação alargada do espaço.
Desde cedo, Graça faz a fantasia das viagens. Algum clima de instabilidade em casa explica, segundo ela, a invenção de lugares envolventes, protectores, com barro e papel.
Em 1966, entra em Belas-Artes para Escultura.
Conclui o terceiro ano, mas o extremo academismo e o ambiente de censura e tacanhez que se vivia levam-na a Londres, aos 21 anos.
A riqueza cultural, o movimento hippie, o encontro com outros artistas portugueses que já lá estavam fizeram-lhe um feliz acolhimento.
É aceite na Saint Martin’s School of Art e consegue uma bolsa do British Council em 1972.
O dinamismo da escola e dos colegas, o método de ter um ateliê e um tutor proporcionaram-lhe um grande crescimento artístico.
Eva Hesse e Agnes Martin, por razões diferentes, tornam-se importantes influências no seu trabalho.
Quando volta a Portugal, a seguir ao 25 de Abril, interessa-se pelo trabalho de Ernesto de Sousa, de Fernando Calhau e de outros da sua geração.
Participa na Alternativa Zero (1977), com uma colecção de slides do chão da quinta da mãe (palha, terra, penas...).
Na segunda metade dos anos 70, faz uma pós-graduação na Saint Martin’s e apresenta as primeiras exposições individuais: uma em Londres, no Riverside Studio (1979), uma em Lisboa na Sociedade Nacional de Belas-Artes (1975) e outra na Galeria Módulo do Porto (1977). A integração numa exposição em Liverpool, em 1989, com Letters to my Mother, tornou-a conhecida no meio artístico britânico.
A natureza acolhedora, matérica e, apesar de orgânica, estruturada e por vezes geométrica dos seus trabalhos é comum às suas preocupações conceptuais e aos pontos de partida na sua vida.
A forma como divide telas em grelha, a organização e ordenamento dos objectos e elementos naturais, no chão ou na parede, obedece a essa escolha, comparação e catalogação próprias de quem colecciona.
No espaço da tela, ou fora dele, as preocupações e características do trabalho mantiveram-se: o registo das marcas deixadas pela passagem e pela memória dos seres sobre a terra, a narrativa pessoal, a coexistência do vazio e do preenchimento, do visível e do escondido, numa tentativa de abrir espaço à manifestação física, tanto quanto àquilo que a transcende e justifica, o apreço pelos materiais precários e efémeros e pela referência ao seu potencial alquímico, a colagem de uma escrita nem sempre legível aos outros sinais recolhidos e aos gestos decalcados, a translucidez, o valor táctil.
A partir de 2000, tem intensificado o trabalho com a fotografia e a linguagem verbal: procuradas na encenação de uma autobiografia, como no Museu da Cidade, em 2002 com Regresso a Lisboa, ou organizando a consciência e memória íntimas das paisagens com que se relaciona nas viagens.
Na sua exposição individual na Galeria Cristina Guerra (4 Passos, 7 x), expôs fotografias de uma zona vulcânica em Yellowstone Park, EUA, e de um lago cheio de vegetação ao longo do qual se deslocou.
A par de notas escritas sobre a paisagem, graficamente apostas a certas fotografias, e de um vídeo a que chamou Deserto, os trabalhos recolocavam, em suportes digitais, e por isso alheios à presença matérica real, as questões que sempre motivaram a relação da artista com a vida e a arte.

Formação/Studies
1967-71 – Curso de Escultura na ESBAL.
1974-1977 – Pós-graduação na ST. Martin’s School of Art – London

Exposições individuais/One Woman Show
1975 – Galeria de Arte Moderna, SNBA, Lisboa
1978
 – Galeria Módulo, Porto
1979
 
– Riverside Studios, Londres
1980 
– Galeria Módulo, Lisboa
1983 
– Galeria de Arte Moderna, SNBA, Lisboa
1986
 – Galeria Quadrum, Lisboa | Galeria Bertrand, Lisboa
1987 – The Showroom Gallery, Londres
1988 – Todd Gallery, Londres
1989 – Todd Gallery, Londres | Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa | Galeria Graça Fonseca, Lisboa
1990 – Todd Gallery, Londres | Galeria Porta 33, Funchal
1991 – De Warrande Cultural Centre, Turhont, Bélgica | Galeria Fluxus, Porto
1992 – Todd Gallery, Londres | Galeria Graça Fonseca, Lisboa
1993 – Todd Gallery, Londres | Galeria Graça Fonseca, Lisboa
1994 – Museu de Arqueologia e Etnografia de Setúbal, Setúbal
1995 – Galeria Graça Fonseca, Lisboa
1997 – Acorn Building, Todd Gallery, Londres, Grã-Bretanha
1998 – Galeria Cesar, Lisboa | Galeria Gomes Alves, Guimarães
1999 – Love Letters, Galeria Porta 33, Funchal
2000 – Touching the World, Cristina Guerra Contemporary Art, Lisboa, Portugal
2002 – Pavilhão Branco, Museu da Cidade, Lisboa, Portugal | Casa da Cerca, Almada | Museu Histórico Nacional, Rio de Janeiro, Brasil | Centro Britânico, Brasília, S. Paulo, Brasil | Centro Cultural ECCO, Brasília, Brasil
2003 – Cristina Guerra Contemporary Art, Lisboa, Portugal, Sala Veado, Lisboa, Portugal | Estação das Docas, Belém, Brazil | Museu de Arte Contemporânea, Belém, Brasil | Palácio das Ares, Belo Horizonte, Brasil
2004 – Galeria João Esteves e Oliveira, Lisboa
2006 – Galeria Luís Serpa, Lisboa, Cristina Guerra Contemporany Art, Lisboa
2007 – Galeria Sete, Coimbra | Museu de Arte Sacra, Funchal, Madeira
2008 – House Hunting, Galeria Quase – Espaço T, Porto
2009 – Galeria Carlos Carvalho, Lisboa
2010 – Galeria Gomes Alves, Guimarães | Dream Time, Espaço 3, Lisboa

Exposições Colectivas/Group Exhibitions
1975
 – Arte Portuguesa Contemporânea, Sociedade Nacional de Belas Artes, Lisboa
1976 – Arte Portuguesa Contemporânea, Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo, Lunds
1977 – Bolonha Art Fiera (Galeria Quadrum), Bolonha / Cultura Portuguesa en Madrid: Exposición de Pintura Y Escultura, Palacio de Congresos, Madrid l Beograd 77, Belgrado l Alternativa Zero, Sociedade Nacional de Belas Artes, Lisboa
1978 – Der Internationale Kunsmarkel, D?sseldorf l Arte Portuguesa Contemporânea, Madrid
1979 – Bienal de São Paulo, São Paulo
1980 – Bienal de Paris, Paris
1981 – Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa
1982-1983 – Aspectos do Desenho Contemporâneo em Portugal, Bona, Osnabrück, Würzburg
1984 – Onze Jovens Pintores Portugueses, Instituto Alemão, Lisboa
1985 – Arco 85 (Galeria R75), Madrid l Pintura e Escultura para Performance de Gaby Agis, Almeida Theater, Londres
1986 – Arco 86 (Galeria Quadrum), Madrid l Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa
1987 – Últimas Décadas – 100 Anos de Pintura Portuguesa, Galeria do Leal Senado, Macau l Marca Madeira 87 – Festival de Arte Contemporânea (Galerias R75 e Bertrand), Funchal l John Moores Exhibition, Liverpool l Critic´s Space, Paul Overy, Air Gallery, Londres
1988 – Forum de Arte Contemporânea (Galeria R75), Lisboa l Eight Contemporary British Artists, Valence l Homage to Square, Flaxman Gallery, Londres
1989 – John Moores Exhibition, Liverpool l Critic´s Space V, Londres l Todd Gallery, Londres l Ways of telling, Mostyn Art Gallery, Wales l Layers of Meaning, Harris Museum & Art Gallery, Preston
1990 – Pavilhão de Portugal, Galeria Graça Fonseca, Lisboa l Olympia – Art London 90, Londres l Works on Paper, Todd Gallery, Londres l Pintores Portugeses do Séc. XX, Galeria do Leal Senado, Macau
1991 – Business Design Centre – Art 91, Londres l Larges Works / Gallery Artists, Todd Gallery, Londres l Opening Exhibition, Todd Gallery, Londres l Olympia – Art London 91, Londres l Art Jonction, Nice
1992 – Galeria Graça Fonseca, Lisboa l Todd Gallery, Londres l Arco 92 (Galeria Graça Fonseca), Madrid l Arte Contemporânea Portuguesa, Museu de Silves, Silves
1993 – Arte Moderna em Portugal – Colecção de Arte da Caixa Geral, Caixa Geral de Depósitos, Lisboa l Galeria Graça Fonseca, Lisboa l Todd Gallery, Londres l Trienal de Osaka, Osaka
1994 – Arco 94 (Galeria Graça Fonseca), Madrid l Todd Gallery, Londres l Iberia 4, Cubitt St. Gallery, Londres
1995 – Mulheres e Direitos Humanos – Amnistia Internacional, Galeria Mitra, Lisboa l Simpósio Internacional do Faial, Faial l Ibéria 4, Sociedade Nacional de Belas Artes, Lisboa l Ibéria 4, Cubitt St. Gallery, Londres l On Paper, Todd Gallery, Londres
1996 – Ecos de La Matéria , Meiac, Badajoz l Simpósio Internacional, Sociedade Nacional de Belas Artes, Lisboa
1997 – Ana Isabel Expõem…, Galeria Municipal de Arte, Almada l Anatomias Contemporâneas – O Corpo na Arte Portuguesa dos Anos 90, Fundição de Oeiras, Oeiras
1998 – Sensibilidades Femininas do Nosso Tempo, Sociedade Nacional de Belas Artes, Lisboa l Palácio Foz, Lisboa l Estação de Metro das Olaias, Lisboa l Banco Espírito Santo (Galeria Porta 33), Funchal
1999 – Arco 99 (Galeria Porta 33), Madrid l Feira de Arte Contemporânea (Cesar Galeria), FIL, Lisboa
2000 – Arco 2000 (Cesar Galeria), Madrid
2003 
– Casa da Cerca, Colecção do Arquivo, Almada | Colecção Caixa Geral de Depósitos, Badajoz
2004
 – Colecção Casa da Cerca, Almada | Museu de Etnografia Almada
2005 
– Wild Again, Casa Colombo, Museu de Porto Santo, Porto Santo | Galeria João Esteves de Oliveira, Lisboa
2007 
– Museu Vieira da Silva-30 Anos Alternativa Zero, Lisboa | Galeria João Esteves de Oliveira, Lisboa | Centro de Arte Contemporânea-António Prates, Ponte de Sor, Colecção PLMJ | Laboratório - Terra 1#,Tapada da Ajuda, Lisboa
2008 
– Homenagem a Salavisa, Óbidos, Fundação Calouste Gulbenkian-50 Anos, Lisboa | Azes e Trunfos, gal 7, Coimbra | Ocupação, Loaboratorio 2#, Ministério das Finanças, Lisboa | Esculturas Leves, Montemor-o-Novo | Afectos, Laboratorio 3#,Coimbra
2009
 – Homenagem e Esquecimento - Colecção da Fundação Calouste Gulbenkian, Fundação Eugénio de Almeida, Évora | Casa das Mudas, Funchal | 20 Anos Sala do Veado- Sala do Veado, Lisboa | Way Out, Laboratorio 4#, Pavilhão 28, Lisboa
2010 – Wellcome, Laboratorio 5#, Fundação Ricardo Espirito Santo Silva, Lisboa | And Then Again, Pavilhão Preto, Museu da Cidade, Lisboa | Cabinet dÁmateur, Sala do Veado, Lisboa
2011 – Casa Comum, obras da Colecção da Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa | Casa Comum, CAC Graça Morais, Bragança | Arqueologia do Detalhe, Vigo

Publicações/Publications
Graça Pereira Coutinho – textos de Ruth Rosengarten e Tony Godfrey
Estar Editora – 2000

Prémios/Awards
1991 Prémio na Trienal de Osaka – Japão

Arte Pública/Public Art
Estação de Metro das Olaias

Colecções/Collections
Caixa Geral de Depósitos
Fundação Calouste Gulbenkian
Colecção Berardo
Colecção Centro Cultural de Belém
Fundação PLMJ
Fundação Ilídio Pinho
Fundação António Prates
Museu de Arte Contemporânea de Belém – Brasil
Museu de Arte Contemporânea Osaka – Japão