Abril 2006

Quando Lyotard definiu a condição pós-moderna como um estado de cepticismo face às metanarrativas, estabeleceu o limiar para uma série de querelas sobre os vários sistemas narrativos segundo os quais a sociedade se estrutura.
Analisado o que considerava ser as narrativas imperantes de legitimação e emancipação, argumentava que a pós-modernidade se caracteriza, não por uma narrativa mestra, totalizante e convergente, mas por narrativas menores e multíplices que não buscam qualquer legitimação universalizante.
A exposição Narrativas reúne os projectos de 16 artistas, produzidos na sua grande maioria para o espaço da Galeria Sete, que exploram o espaço expositivo de uma forma experimental, apresentando diversos suportes que vão do vídeo, à fotografia, passando pelos objectos, instalações, pintura-colagem e desenho.
As diferentes micro-narrativas construídas no espaço da Galeria Sete pretendem contribuir para uma releitura crítica da postura da mulher artista no mundo da arte portuguesa e da sociedade contemporânea.
Trata-se antes de mais de um convite à reflexão da Mulher e sobre a Mulher, sobre o seu estatuto.
Este deve ser o ponto de partida para pensar a diversidade temática, axiológica, os princípios e contradições que caracterizam a arte contemporânea. Plataforma experimental de trocas entre os projectos e o público, este espaço pretende constituir um ensaio para diluir preconceitos, desfazer barreiras, desmistificar discursos.

 
Ana Luísa Barão

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