Julho 2008
Na presente exposição MISUSE, Cláudia Mateus (1979) apresenta um conjunto de trabalhos recentes fundado nas noções de tempo e espaço enquanto princípios de antítese ou de dilaceramento ontológico.
Neste conjunto, constituído por uma série de fotografias cuja figura central é enigmaticamente uma escala cromática Kodak utilizada em fotografia técnica, enuncia-se a norma pela qual se rege toda a ética gázea desenvolvida pela artista nas consequentes mediações, e que, adopta o critério da negação da imagem enquanto prescrição para uma chamada de atenção a elementos morfológicos de objectos e espaços.
A supracitada escala Kodak (Phenomena, 2007), um objecto de proporções singulares na linhagem de um simples cubo (Flashing Time, 2007), ou ainda o constante temperamento dos espaços laboratoriais onde estes objectos se inscrevem (Screen, 2007), desmascaram e agenciam em simultâneo a afluência de aspectos antinómicos que estas imagens despoletam.
As peças propostas nesta exposição desmontam desta maneira o olhar e as fórmulas humanizadas de compreensão visual e temporal colocando em pendência a hipótese de temporalidade e de fisicalidade mediadas por regras visuais ou por matrizes de duração temporal.
João Seguro

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