Maio 2008

Construções Felizes

(...) Uma articulação de superfícies e de formas, um colorido bem escolhido onde pontuam o azul, o laranja, o branco e sempre presidido pelo negro, ora integrado na composição, ora como contorno em barra de esquadria. Note-se que há planos virtuais resultantes de traçados lineares, sendo a branco os mais evidentes.

O presente conjunto, repleto de valores arquitectónicos, insinua, lembra, construções onde propositadamente a técnica de perfeição e o inacabado casam em paradoxal harmonia. Com tal procedimento, Gil Maia quer afirmar-nos que na pintura, como de resto em tudo na vida, atingir a perfeição completa não passa de ilusória ambição. Ensina-nos, assim, a caminhar para o futuro, sem estagnar na auto-satisfação.

Refira-se, aliás, que não se descortina qualquer figura poligonal, qualquer cubo fechado. Teatro sempre aberto onde as cenas no silêncio se oferecem como dádivas. Nada hermético, nada secreto, apenas o talento do autor. (...)

Coimbra, Maio de 2008

      Telo de Morais

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