Lindstrom
2 Dezembro, 2015
Lúcio Fontana
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Lourdes Castro

2 Dezembro, 2015
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Lourdes Castro – Sem Título

Artista: Lourdes Castro Título: Sem Título Dimensões: 54x43,5cm Data: 60´s Técnica: Rodoid - múltiplo 76/100
2 Dezembro, 2015
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Lourdes Castro – Sem título (natureza morta)

Artista: Lourdes Castro Título: Sem título (natureza morta) Dimensões: 50x57cm Data: 60´s Técnica: Rodoid - múltiplo 11/100

SOBRE:

Biografia:

Lourdes Castro (Funchal, 9 de Dezembro de 1930 — )

Frequenta a Escola Superior de Belas Artes de Lisboa, curso que não viria a terminar por via da sua "expulsão" em 1956, "pela não conformidade com o cânon académico que dominava o sistema de ensino de então".

Expõe individualmente pela primeira vez em 1955, no Clube Funchalense, Funchal, participando também em algumas exposições coletivas em Lisboa.

Parte para Munique em 1957 e, pouco depois, instala-se em Paris com o marido, René Bertholo. No ano seguinte funda, juntamente com René Bertholo, Costa Pinheiro, João Vieira, José Escada, Gonçalo Duarte, Jan Voss e Christo, o grupo KWY, participando nas diversas iniciativas do grupo.

Em 1960 integra a mostra do KWY na SNBA, exposição que, segundo Rui Mário Gonçalves, marca o início dos anos 60 no panorama artístico português. Em 1972 e 1979 foi artista residente na DAAD (Deutscher Akademischer Austauschdienst), em Berlim. Depois de residir 25 anos em Paris, em 1983 regressou ao Funchal, onde vive atualmente.

Foi galardoada com os seguintes prémios: Medalha do Concelho Regional Salon de Montrouge, Paris, 1995; Prémio CELPA/Vieira da Silva, 2004; Grande Prémio EDP Lisboa, 2000. Está representada em diversas coleções, públicas e privadas, entre as quais: Victoria e Albert Museum, Londres; Museu de Arte Moderna, Havana; Museu de Arte Moderna, Belgrado; Museus Nacionais de Varsóvia, Vroclaw e Lódz; Centro de Arte Moderna, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa; Fundação de Serralves, Porto.

Últimas grandes exposições individuais de Lourdes Castro:

Sombras à volta de um Centro, Fundação Serralves, Porto, 2003; O Grande Herbário de Sombras, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, 2002. Em 2000, representou Portugal na XVIII Bienal de S. Paulo, juntamente com Francisco Tropa.

Obra:

A sua obra dos primeiros anos parisienses caracteriza-se por uma forma de abstracção "de raiz informalista". Esse registo "alterou-se completamente a partir de 1961. Nessa data abandonou, aliás, os suportes tradicionais da pintura. Sensível à coeva afirmação do Nouveau réalisme, apostou, num primeiro momento, na criação de objectos construídos, a partir da assemblage de bens de consumo de uso corrente", que aglomera em caixas, cobrindo-os depois com "uma camada uniforme de cor (prateados, dourados, azuis…) como se pudessem ser esculturas de matéria nobre e de uma só peça"; em cada trabalho ela "confronta o empobrecimento da forma e dos valores das coisas na sociedade contemporânea com a hipótese de uma alternativa poética. São estas obras tridimensionais que preparam a desmaterialização concretizada nas suas «sombras projectadas»". O conceito de sombra irá tornar-se central em praticamente toda a sua produção posterior; "sombras recortadas ou projectadas, teatros de sombras, sombras bordadas sobre lençóis fugazes, vários foram os modos e registos de que a artista se socorreu para relacionar essa percepção do imaterial com a necessária materialidade do espaço plástico".

Partindo de experiências ao nível da impressão serigráfica, começa a fixar silhuetas de amigos projectadas em tela. A partir de 1964 utiliza o plexiglás recortado, transparente ou colorido, em placas sobrepostas, de modo a dotar as sombras evocadas de sombras próprias, como acontece, por exemplo, em Sombra Projectada de René Bertholo, 1965.

Em 1965 realiza um filme experimental com sombras e a partir do ano seguinte as silhuetas em movimento tornam-se no cerne dos seus "projectos de encenação, mais propriamente no teatro de sombras […]. Estas acções, inspiradas na tradição chinesa e nos happenings, tornaram-se mais frequentes após uma estada em Berlim, entre 1972 e 1973 […]. A colaboração de Manuel Zimbro efectivou-se nos anos imediatos, sendo os espectáculos As cinco Estações (1976) e Linha do Horizonte (1981) concebidas a duas mãos".

"Depois de ter tirado as sombras da sombra, de lhes ter dado cor e transparência, uma vida independente", a artista inscreve-as em lençóis, através de bordado manual: "A surpresa do desenho de gente deitada, sombras projectadas na horizontal e não na vertical, […] tornou-se cada vez mais importante"; os contornos de silhuetas "presentificam corpos ausentes registados, afinal, como memória. A investigação [de Lourdes Castro] sobre a sombra sempre se cruzou, de resto, com a reflexão sobre o tempo e a memória. Veja-se o seu Álbum de Família (onde vem compilando imagens, pensamentos, excertos, relativos à sombra), a acumulação de pétalas de gerânio da sua Montanha de Flores, iniciada em 1988, ou ainda a Peça, que concebeu com Francisco Tropa para a Bienal de S. Paulo de 2000", onde um imenso pano branco "pousava sobre uma longa mesa fortemente iluminada de modo a sublinhar os vincos das dobras dessa cobertura"

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