Jorge Martins
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José Loureiro
2 Dezembro, 2015
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Jorge Queiroz

28 Setembro, 2016

Jorge Queiroz – Sem título

Artista: Jorge Queiroz Título: Sem título Dimensões: 55x77cm Data: 2002 Técnica: aguarela e desenho sobre papel
2 Dezembro, 2015

Jorge Queiroz – Sem título

Artista: Jorge Queiroz Título: Sem título Dimensões: 14x24cm Data: 1993 Técnica: lápis de carvão sobre papel
2 Dezembro, 2015

Jorge Queiroz – Sem título

Artista: Jorge Queiroz Título: Sem título Dimensões: 120x80cm Data: 2002 Técnica: grafite sobre papel

SOBRE:

Nasceu em Lisboa em 1966.

Frequentou o Ar.Co e depois de uma curta estadia em Londres no Royal College of Art ingressou na School of Visual Arts em Nova Iorque, em 1997, onde residiu durante os seis anos seguintes.

Em 2004 estabeleceu-se em Berlim e tem hoje uma ampla presença internacional em galerias e museus. Destaque para a presença nas Bienais de Veneza 2003 e São Paulo 2004 a convite dos respectivos comissários Francesco Bonami e Alfons Hug.

Trabalhando sobretudo o desenho, Jorge Queiroz parte de um referencial pós-surrealista ou pós-simbolista para criar um universo eminentemente pessoal. É uma característica marcante da sua abordagem a total ausência de títulos ou mesmo de enumeração das obras, remetendo essa ausência para um universo a-linguístico cuja natureza não é consentânea com nenhuma linearidade narrativa. Nos seus cenários oníricos omite qualquer organização ou hierarquia, subvertendo a relação figura-fundo ou interior-exterior, numa profusão de traços e marcas que parecem revirar-se sobre as suas próprias entranhas. Evocando o mundo alquímico da garrafa de Klein (uma garrafa que se revira sobre o seu próprio interior e que Duchamp usou como referência nos seus estudos sobre a quarta dimensão) os desenhos de Jorge Queiroz remetem para essa quarta dimensão, enquanto possibilidade matemática e fantasma milenar. Na inversão entre o conteúdo e o contido, que Jorge Queiroz continuamente põe em prática, exprime-se toda uma percepção de energia obscura que vem acompanhando tanto a arte quanto a ciência ao longo do último século. Através de extravagantes suposições, como sejam o ectoplasma ou a telecinésia, e de extraordinárias evidências, como a radioactividade, o magnetismo ou a electricidade, um imaginário tão fantástico quanto fantasmático tomou corpo. Jorge Queiroz pertence a esse imaginário, demonstrando que a contemporaneidade está bem longe da noção de identidade enquanto Forma, do Eu-pele, do classicismo.

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