Graça Morais – Serigrafias
30 Novembro, 2015
Hilário Bravo
30 Novembro, 2015
Voltar

Graça Pereira Coutinho

6 Junho, 2016

Graça Pereira Coutinho – Sem Título

Artista: Graça Pereira Coutinho Título: Sem Título Dimensões: 29x39cm Data: 1998 Técnica: mista
30 Novembro, 2015

Graça Pereira Coutinho – Mundo I

Artista: Graça Pereira Coutinho Titulo: Mundo I Dimensões: 88x117,5cm Data: 2007 Técnica: fotografia sobre papel
30 Novembro, 2015

Graça Pereira Coutinho – Mundo II

Artista: Graça Pereira Coutinho Título: Mundo II Dimensões: 88x117,5cm Data: 2007 Técnica: fotografia sobre papel
30 Novembro, 2015

Graça Pereira Coutinho – Quinta das Lágrimas #2

Artista: Graça Pereira Coutinho Título: Quinta das Lágrimas #2 Dimensões: 50x70cm Data: 2008 Técnica:  mista sobre papel
30 Novembro, 2015

Graça Pereira Coutinho – Quinta das Lágrimas #3

Artista: Graça Pereira Coutinho Título: Quinta das Lágrimas #3 Dimensões: 50x70cm Data: 2008 Técnica: mista sobre papel

SOBRE:

Nasceu em Lisboa, em 1949.
Durante a pré-adolescência, a figura do avô paterno, piloto da aviação portuguesa, foi importante na formação de uma imaginação alargada do espaço.
Desde cedo, Graça faz a fantasia das viagens. Algum clima de instabilidade em casa explica, segundo ela, a invenção de lugares envolventes, protectores, com barro e papel.
Em 1966, entra em Belas-Artes para Escultura.
Conclui o terceiro ano, mas o extremo academismo e o ambiente de censura e tacanhez que se vivia levam-na a Londres, aos 21 anos.
A riqueza cultural, o movimento hippie, o encontro com outros artistas portugueses que já lá estavam fizeram-lhe um feliz acolhimento.
É aceite na Saint Martin’s School of Art e consegue uma bolsa do British Council em 1972.
O dinamismo da escola e dos colegas, o método de ter um ateliê e um tutor proporcionaram-lhe um grande crescimento artístico.
Eva Hesse e Agnes Martin, por razões diferentes, tornam-se importantes influências no seu trabalho.
Quando volta a Portugal, a seguir ao 25 de Abril, interessa-se pelo trabalho de Ernesto de Sousa, de Fernando Calhau e de outros da sua geração.
Participa na Alternativa Zero (1977), com uma colecção de slides do chão da quinta da mãe (palha, terra, penas...).
Na segunda metade dos anos 70, faz uma pós-graduação na Saint Martin’s e apresenta as primeiras exposições individuais: uma em Londres, no Riverside Studio (1979), uma em Lisboa na Sociedade Nacional de Belas-Artes (1975) e outra na Galeria Módulo do Porto (1977). A integração numa exposição em Liverpool, em 1989, com Letters to my Mother, tornou-a conhecida no meio artístico britânico.
A natureza acolhedora, matérica e, apesar de orgânica, estruturada e por vezes geométrica dos seus trabalhos é comum às suas preocupações conceptuais e aos pontos de partida na sua vida.
A forma como divide telas em grelha, a organização e ordenamento dos objectos e elementos naturais, no chão ou na parede, obedece a essa escolha, comparação e catalogação próprias de quem colecciona.
No espaço da tela, ou fora dele, as preocupações e características do trabalho mantiveram-se: o registo das marcas deixadas pela passagem e pela memória dos seres sobre a terra, a narrativa pessoal, a coexistência do vazio e do preenchimento, do visível e do escondido, numa tentativa de abrir espaço à manifestação física, tanto quanto àquilo que a transcende e justifica, o apreço pelos materiais precários e efémeros e pela referência ao seu potencial alquímico, a colagem de uma escrita nem sempre legível aos outros sinais recolhidos e aos gestos decalcados, a translucidez, o valor táctil.
A partir de 2000, tem intensificado o trabalho com a fotografia e a linguagem verbal: procuradas na encenação de uma autobiografia, como no Museu da Cidade, em 2002 com Regresso a Lisboa, ou organizando a consciência e memória íntimas das paisagens com que se relaciona nas viagens.
Na sua exposição individual na Galeria Cristina Guerra (4 Passos, 7 x), expôs fotografias de uma zona vulcânica em Yellowstone Park, EUA, e de um lago cheio de vegetação ao longo do qual se deslocou.
A par de notas escritas sobre a paisagem, graficamente apostas a certas fotografias, e de um vídeo a que chamou Deserto, os trabalhos recolocavam, em suportes digitais, e por isso alheios à presença matérica real, as questões que sempre motivaram a relação da artista com a vida e a arte.

Powered by themekiller.com anime4online.com animextoon.com apk4phone.com tengag.com moviekillers.com